Deficiência Intelectual e autonomia - ganhos possíveis numa viagem de fim de semana

Mais do que conhecer uma cidade nova; mais do que passear com as amigas, divertindo-se com música, exposições ou simples conversas; mais do que escolher um presente para os pais... Viajar com a “escola” supera todos esses prazeres...

E traz algumas angústias...

Saber que as “professoras” estão por perto alivia, mas não faz desaparecer, o receio de não ter os pais para resolver os problemas que podem surgir. E na categoria “problemas” estão inseridos, entre muitos exemplos possíveis, a dúvida sobre que roupa vestir para determinada atividade, a escolha por comer ou não a sobremesa, ou o que fazer se, de repente, surgir uma goteira dentro do armário do quarto do hotel (sim, isso aconteceu!).

Desde que propusemos aos pais a primeira viagem com o grupo de alunas do programa “Raízes e Asas”, este evento nunca mais saiu da programação, justamente por, dentre todas as atividades oferecidas pelo programa, esta ser a que mais exige tomadas de decisões: a identificação do problema, a análise de possibilidades e, finalmente, a ação para sua resolução. Em suma, o que mais almejamos para o nosso grupo – o ganho de autonomia.

Não é um processo fácil, tampouco é sempre eficiente, mas é constante, e ocorre praticamente durante as 48 horas da viagem.

Exige coragem (das alunas e dos pais!), mas é recompensador quando há a percepção da superação das dificuldades.


Conhecer uma vinícola, assistir a um show, tomar o café da manhã de um hotel são, sem dúvida, atividades prazerosas. Mas são em muito superadas pela sensação de que é possível fazer tudo isso!

Mariana Dias Ribeiro


A viagem de final de semana faz parte do planejamento anual de atividades do programa "Raízes e Asas".




























Nenhum comentário:

Postar um comentário